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ExpoMemória: O regionalismo das xilogravuras de Marcelo Soares

  • Foto do escritor: Espaço Cultural  Vereador Alberto Marques
    Espaço Cultural Vereador Alberto Marques
  • 1 de out. de 2020
  • 2 min de leitura

O Espaço Cultural, em agosto de 1999, recebeu a mostra do artista gráfico e poeta-cordelista Marcelo Soares, com diversas xilogravuras e folhetos de cordel.


Para a exposição, o artista produziu inúmeras obras que retratavam a identidade da população nordestina – característica principal do trabalho de Marcelo Soares.


Com a temática regionalista, as xilogravuras impressas em preto e branco e coloridas reproduziam personagens da cultura popular brasileira como os vaqueiros, violeiros, as mulheres piladeiras, os tocadores de pífanos e outras tantas figuras relevantes da região nordestina.




Marcelo Soares



Além das gravuras, Marcelo Soares trouxe sua poética rica de lirismos e cheia de relações com o cotidiano em seus folhetos de cordel, com textos carregados de criticismo histórico, político e cultural do país, sempre com um tom humorístico.


O evento organizado por Luis de Assis Monteiro – membro do Conselho Curador, em 1999 - foi a primeira exposição com um artista que fazia parte do circuito cultural de outro estado brasileiro. Com essa mostra, o Espaço Cultural ganhou notoriedade pelo país inteiro e atraiu novos olhares para a Casa.

O artista

Em 1974, Marcelo Soares iniciou sua carreira artística com xilogravura, fazendo capas para folhetos de cordel, incentivado pelo pai, José Soares – renomado cordelista conhecido como ‘O Poeta Repórter’.

Com o passar dos anos, Marcelo expandiu suas atividades, explorando o desenho de pintura, criando capas e ilustrações para livros, discos, cartazes de cinema, shows, teatro e outros eventos.



Ilustrou obras de dezenas de poetas populares, tendo em seu currículo trabalhos para editoras como Brasiliense, Itatiaia e Contexto, e para jornais como O Globo, Jornal do Brasil e Jornal do Commercio.


O artista foi diretor de cultura do município de Timbaúba (1992-1996), em Pernambuco, e ministrou oficinas de xilogravura no Brasil e no exterior, principalmente na França e em Portugal.


Atualmente, destaca-se como um dos grandes xilogravuristas e cordelistas do Brasil, também, conhecido como divulgador e conservador das tradições culturais nordestinas.


Desde 2011, o xilógrafo e cordelista é membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel em Pernambuco.


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