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Memória da Casa: Rosangela Cordaro contribuiu para dar destaque a cultura afro brasileira no Espaço

  • Foto do escritor: Espaço Cultural  Vereador Alberto Marques
    Espaço Cultural Vereador Alberto Marques
  • 11 de dez. de 2020
  • 2 min de leitura

A pesquisadora de arte popular e ceramista Rosangela Cordaro colaborou como agitadora e organizadora cultural para o Espaço durante a primeira metade dos anos 2000.

Com um currículo extenso, antes de ser uma das principais responsáveis por trazer mostras sobre cultura popular e afro brasileira para a Câmara de Guarujá, Rosangela realizou estudos na área de cerâmica em 1999, quando percebeu a necessidade de colher mais informações a respeito da técnica e dos grandes mestres populares, a fim de gerar uma identidade em seu trabalho.

Em 2002, Rosangela Cordaro passou a pesquisar sobre os grandes polos cerâmicos do Brasil, investigando sobre as manifestações culturais que envolvem a Arte Popular e a Cultura Afro, que tem forte influência na cultura brasileira.

Ainda nesse mesmo período, fundou o Instituto Identidade Brasil com intuito de compartilhar o conhecimento que adquiriu entre um estudo e outro. A partir disso, iniciou a organização de exposições dentro e fora do Instituto, participou de programas televisivos, escreveu matérias para sites especializados e revistas, além de participar de palestras em escolas, faculdades e congressos de cerâmica.

No Espaço Cultural, a pesquisadora realizou algumas exposições que ficaram registradas com sucesso na memória da Casa e de seus visitantes. A marca das mostras organizadas por Rosangela era o forte apelo regionalista, visando resgatar o conhecimento da cultura popular brasileira - como na exposição de arte baiana, que reuniu trabalhos de 10 oleiros de Maragogipinho, cidade do recôncavo baiano e nas mostras, “Cerâmica Indígena Brasileira”, “Terra Madre” e “Mãe, me conta sua história?”

Sua exposição de maior destaque intitulada, “África Mãe – Brasil Nosso”, aberta em 2009, contava com obras originais da África, trabalhos de várias regiões desse continente, assim como fotos, documentário, livros e músicas.

A mostra foi fruto do trabalho desenvolvido pela pesquisadora, que percorreu durante um mês, 5 países: África do Sul, Botsuana, Zâmbia, Tanzânia e Quênia, nos quais recolheu vasto material e aprofundou seus estudos sobre a cultura africana.

A proposta da exposição era estimular o interesse, principalmente, dos jovens estudantes, para a pesquisa dos povos que influenciaram a cultura brasileira.





Texto: Franciele Ferreira

Revisão: Soraya Liguori

Créditos da Imagem: Soraya Liguori


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