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PERSONAGENS | Baronesa Esther - A embaixadora do Folclore

  • Foto do escritor: Espaço Cultural  Vereador Alberto Marques
    Espaço Cultural Vereador Alberto Marques
  • 14 de jul. de 2020
  • 2 min de leitura

Baronesa Esther Sant’anna de Almeida Karwinsky, apesar de bacharel em Direito, sempre dedicou sua vida ao folclore. Por conta de sua paixão, a Baronesa cursou uma especialização em folclore e museus, além de cursos de extensão internacionais e participou de diversos congressos por países como Marrocos, França, Noruega, Chile e muitos outros. Por essa razão, ganhou o título de embaixadora do folclore brasileiro.


Em 1968, ela recebeu a missão de representar a Comissão Estadual de Folclore em Guarujá e pesquisou sobre a cultura popular da Ilha de Santo Amaro e litoral. É a partir disto, que a história dela, de fato, ganhou destaque na cultura folclórica do Brasil e do Mundo.


Com este projeto, percorreu locais distantes, atalhos e estradas perdidas no interior da Ilha, conheceu jovens e velhos moradores, suas histórias, seus usos, costumes e artesanato.


Em agosto do mesmo ano, com o material que recolheu, a Baronesa realizou a I Semana de Folclore de Guarujá, sendo este, seu ponto de partida para total dedicação a cultura guarujaense.


Depois deste evento, a Baronesa ganhou notoriedade em relação a cultura regional da cidade. Em 1972, ela ampliou o tema quando criou o I Festival de Folclore e Artesanato de Guarujá, que se tornou uma solenidade tradicional na cidade e durou até meados dos anos 2000.


Após estas realizações, Baronesa ainda fundou a Associação de Folclore e Artesanato de Guarujá, a AFAAG, da qual foi presidente até o ano em que faleceu, em 2003.


Atualmente, a AFAAG é presidida por Sonia Lima, funcionária da Câmara e colaboradora do Espaço Cultural.


Além disso, também atuou como presidente da ABRASTI/Guarujá, entidade que se se dedica ao idoso e membro da Comissão Paulista de Folclore, da Comissão Municipal de Folclore e artesanato de Guarujá, da Associação Brasileira de Folclore, da American Folklore Society, da Societé d'Éthnologie Française, da Société Internationale d'Ethnologie et Folklore - SIEF, da International Society for Folk Narrative Reseach - ISFNR e da Folklore Fellows da Finlândia e, na área de Folclore, teve várias obras publicadas.


A Baronesa tinha certeza da importância cultural de Guarujá no contexto nacional, com isso, ela exigia que as manifestações artísticas tivessem qualidade e fidelidade às raízes locais. Ela sempre cobrou ao poder público que cumprissem o dever de apoiar e promover os projetos culturais, mas em diversas situações, ela mesma sustentava financeiramente os projetos.


Em 1997, a Câmara de Guarujá concedeu o Título de Cidadão Guarujaense para Baronesa Esther por conta de sua contribuição à cultura da cidade ao longo de 30 anos e sua representatividade como pesquisadora no cenário nacional e internacional.


Isso é só um pouco da história de Baronesa, que também, auxiliou diretamente o Espaço Cultural. Como colaboradora, ela foi curadora em duas ocasiões – em 1999 e 2000.


Ela ainda facilitou a exposição de grandes nomes, como o ex-comentarista de futebol que, após trágico acidente se tornou pintor com os pés, Osmar Santos. Também, organizou a mostra do Mestre Chen Kong Fang, artista plástico chinês naturalizado brasileiro e tantos outros, inclusive de renome internacional.


Aliás, por indicação da Baronesa, o Espaço Cultural teve como curador, outro personagem importante para a cultura de Guarujá; o artista plástico Klaus Bessel que, além da curadoria, expôs obras magníficas em inúmeras exposições que ocorreram na Casa.


Texto: Franciele Ferreira

Revisão: Soraya Liguori

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