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PERSONAGENS | Zé Ribeiro - O poeta das madeiras

  • Foto do escritor: Espaço Cultural  Vereador Alberto Marques
    Espaço Cultural Vereador Alberto Marques
  • 14 de jul. de 2020
  • 2 min de leitura


O artista plástico autodidata José Ribeiro, popularmente conhecido como Zé Ribeiro, produziu suas primeiras obras aos 8 anos de idade, quando ainda morava em Alagoas. ​


O Zé Ribeiro criava variadas peças a partir de pedaços de madeira que encontrava e recolhia das ruas. Com seu estilo peculiar, ganhou notoriedade e atraiu muitos olhares de colecionadores ao redor do mundo.



Como escultor passou por diversos estilos artísticos, indo do rústico ao modelo acadêmico, do realismo ao moderno, sempre levado pela inspiração e não por convenções estilísticas, mas nunca deixando de lado a temática nordestina – lugar de suas raízes.


​Em 1961, já com sua arte madura, começa a participar de exposições oficiais, sendo recebido com entusiasmo pela classe artística, a partir disto ele participa de inúmeras mostras como o 44º Salão Paulista de Belas – na Galeria Prestes Maia, em São Paulo –, em 1984, com a exposição ‘Zé Ribeiro’, no Itaugaleria – em Higienópolis, São Paulo. ​






Recebeu vários prêmios ao longo de sua trajetória, destacam-se os dos Salões Paulistas de Belas Artes e Arte Moderna, Salão Oficial de Artes Contemporânea de Santos, e o Prêmio Nestle Menção Honrosa.


Extremamente humilde, o escultor cativava a todos pela singeleza de suas esculturas, pela alegria e sabedoria. Contribuiu de maneira inigualável para que o Espaço Cultural tivesse êxito, tanto como expositor quanto como parte do núcleo de Curadoria da Casa, em duas ocasiões, em 1999 e 2000, respectivamente.


Para Sonia Lima, funcionária do Legislativo que faz parte da equipe do Espaço Cultural desde o comecinho, o artista e amigo esbanjava talento e simplicidade. “Apesar dos problemas pessoais e das dificuldades em divulgar sua arte, nenhuma dessas mazelas diminuiu seu talento ou seu amor e sua alegria pela mágica de viver... Ele era grato pela vida!”, relembrou.

​O escultor faleceu em abril de 2008, mas suas obras fazem parte do imaginário guarujaense até hoje.


Texto: Franciele Ferreira

Revisão: Soraya Liguori


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